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Mulher gestante com a mão na barriga.

Empresa cidadã: afinal, como funciona?

O Programa Empresa Cidadã foi regulamentado por meio da Lei nº 11.770/2008. Esse diploma legal prevê a prorrogação do prazo de duração da licença-maternidade por 60 dias. Da mesma forma, ele estende a licença-paternidade para quinze dias, além dos 5 que já eram determinados.

Trata-se de uma adesão opcional, ou seja, as empresas não têm a obrigatoriedade de fazer parte desse programa. No entanto, a concordância em participar desse projeto traz várias vantagens fiscais para essas instituições.

Quer saber como se beneficiar com o Programa Empresa Cidadã? Este artigo vai abordar as principais questões envolvendo esse projeto. Acompanhe a leitura!

Duas pessoas apertando as mãos simbolizando um negócio fechado

Descubra como funciona a entrada de um novo sócio no negócio

A entrada de novo sócio traz desafios e possibilidades.

O sucesso de todo empreendimento depende da gestão financeira adequada e da excelência na prestação de serviços, mas não é só isso! Firmar boas parcerias faz toda diferença e, muitas vezes, é fundamental para alavancar o negócio.

Afinal, não é só o quadro societário que se altera. Para evitar erros, é necessário tomar alguns cuidados. Por isso, separamos para você este post. Continue a leitura e descubra como proceder na hora de alterar os sócios da sua empresa!

O que muda com a entrada de novo sócio?

Antes de saber como proceder na hora de alterar o quadro societário da sua empresa, é preciso conhecer o que mudará. Normalmente, a inclusão de terceiros na sociedade empresária decorre do aumento do capital social ou da transferência de cotas de um sócio que está saindo.

Nesse último caso, o novo integrante compra a parte daquele que está se retirando e assume suas obrigações e deveres. No entanto, isso só poderá ocorrer após o antigo sócio oferecer suas cotas aos demais integrantes da sociedade e se nenhum deles tiver interesse em adquiri-las.

Independentemente de qual seja o motivo que ensejou a inclusão de terceiros no quadro societário, é necessário que as alterações sejam incluídas no contrato social, principalmente as obrigações e direitos do novo integrante.

Como fica a responsabilidade de cada sócio?

A responsabilidade de cada sócio está associada ao valor de suas cotas. No entanto, no caso das sociedades limitadas, conforme disposto no artigo 1.052 do Código Civil, todos respondem solidariamente pela integralização do capital social da empresa.

Inclusive, na transferência de cotas, o cessionário responde solidariamente com o cedente (frente à sociedade e aos terceiros) pelas obrigações que tinha como sócio durante um período de 2 anos, contados a partir da formalização da alteração do quadro societário.

Um grupo de pessoas de mãos dadas
A entrada de novo sócio pode ocorrer por diferentes motivos.

Como proceder na hora de incluir um novo sócio na empresa?

A entrada de novo sócio pode ocorrer por diferentes motivos e em todos os casos é necessário elaborar um termo aditivo ou alterar o contrato social da empresa. Tais documentos são de extrema importância e devem deixar claras as responsabilidades e funções dos membros, bem como as condições de rescisão.

Devido à seriedade e valor desses documentos, eles devem ser formulados com o auxílio de uma consultoria jurídica. Alterar o contrato não significa necessariamente mudar o nome empresarial, mas, se necessário, isso também é possível. Na ocasião, alguns cuidados devem ser tomados. São eles:

Elabore o documento de acordo com as particularidades do negócio e do tipo de sociedade:

Usar um modelo pronto pode trazer sérias consequências. O contrato deve respeitar o tamanho e tipo da empresa, as propriedades intelectuais, o capital humano e a participação financeira dos sócios. Portanto, deve ser único e exclusivo e contar todos os dados relevantes;

Determine as responsabilidades de cada um:

No caso de falência ou acionamento judicial, deve estar claro quanto cada um deve. Legalmente, as responsabilidades são repartidas e nomeadas de “ilimitadas”, “subsidiárias” ou “solidárias”. Entretanto é necessário eleger um representante legal que responderá pela empresa;

Não esqueça o contrato:

Reveja o contrato quando necessário, pois o crescimento da empresa, mudanças de sócios, modificações do mercado, compras e outras situações, possivelmente, exigirão novas adaptações no documento;

Recorra aos especialistas:

A alteração contratual implica aceite de diversas cláusulas e deve conter informações sobre assuntos básicos como resolução de conflitos, saída e entrada dos sócios, venda das ações etc. Os advogados são especializados nessas situações e têm a expertise necessária para que nada passe despercebido.


No momento de alterar os membros da empresa e redigir a documentação, não tenha pressa. Disponha do tempo que precisar e conte com o auxílio de um profissional. Afinal, não vale a pena correr riscos quando o que está em jogo é o seu patrimônio e aquisição de lucros.

Agora que você já sabe quais são os principais cuidados relacionados à entrada de novo sócio, assine a nossa newsletter! Assim, você terá acesso a mais conteúdos jurídicos e conhecimentos que contribuirão para o sucesso da sua empresa!

Imagens: Aperto de mãonovos sócios.

Pessoa recusando suborno.

Afinal, como proteger-se da corrupção em empresas privadas?

Embora estejamos acostumados a ouvir casos de corrupção envolvendo o setor público, ela também é muito comum no setor privado.

A corrupção é um assunto corriqueiro na mídia brasileira. Nos últimos anos, o tema ganhou ainda mais destaque na imprensa com operações como “Mensalão” e “Lava Jato”.

Esta última culminou na prisão de grandes empresários acusados de oferecer vantagem indevida a agentes públicos para obterem algum tipo de benefício, ou seja, de praticarem corrupção ativa.

É preciso tomar cuidado, pois ela pode afetar a imagem do negócio e trazer grandes prejuízos para o empreendedor. Mas como ocorre a corrupção em empresas privadas? O que pode ser feito para evitar essa prática? Descubra isso e muito mais neste artigo!

Corrupção em empresas privadas

Certamente você ouviu falar do caso que envolve o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. Ele é acusado no exterior de favorecer empresas de marketing em troca do recebimento de propina. Casos como esse, ou seja, de corrupção privada, não são raros.

A corrupção em empresas privadas ocorre quando empresários ou funcionários da sociedade empresarial realizam acordos, normalmente ilícitos, estabelecendo o descumprimento de normas que são inerentes às funções por eles desempenhadas, em troca do recebimento de vantagens indevidas.

Embora seja semelhante à corrupção no setor público (a diferença reside no fato de o corrompido ser um agente do setor privado), no Brasil, ela ainda não é criminalizada ― tem um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional para tipificação da conduta como crime.

Apesar disso, existem algumas práticas que podem ser implementadas para evitar o recebimento de vantagens indevidas por agentes privados. Confira agora o que você pode fazer para prevenir a sua empresa!

Pessoa colocando dinheiro no bolso no palheto
A corrupção no setor privado no Brasil, ela ainda não é criminalizada.

Políticas de integridade corporativa

Incentivar a integridade no ambiente empresarial significa reprimir as condutas ímprobas e fomentar o comportamento ético, o que pode ser feito por meio do estrito cumprimento dos contratos e acordos, do respeito aos funcionários, clientes, fornecedores e à legislação vigente.

Ter uma postura que seja um exemplo de probidade é um ótimo incentivo para que seus colaboradores tenham condutas compatíveis com os princípios e valores da empresa.

Além disso, algumas políticas auxiliam no combate à corrupção de agentes privados, por exemplo, adoção de um código de ética, realização de treinamentos e promoção de cursos acerca dos valores da empresa, realização correta da escrituração contábil, criação de mecanismos de controle de irregularidades, incentivo a boas práticas e punição de atos irregulares.

Compliance jurídico

O termo “compliance” deriva do verbo inglês “to comply”, cujo significado é “cumprir, satisfazer, estar de acordo”. No ambiente empresarial, ele representa a adoção de procedimentos que visam à integridade e à conformidade do negócio aos regimentos internos da empresa e às normas éticas e jurídicas vigentes na sociedade.

Com os recentes escândalos de corrupção, os processos de compliance têm se tornado cada vez mais comuns. Eles auxiliam na criação de um ambiente pautado nos valores da sociedade empresária e no respeito às normas éticas e jurídicas vigentes na sociedade.

Com isso, acabam reduzindo a prática de condutas ímprobas e de atos ilícitos pelos colaboradores e dirigentes do empreendimento.

Além disso, o compliance ajuda no aperfeiçoamento da gestão corporativa e da transparência do negócio, tornando-o mais respeitado no mercado e atrativo para investimentos.

Como você viu, existem algumas medidas que podem ser adotadas para combater a corrupção em empresas privadas. No entanto, elas só serão efetivas se forem implementadas de forma assertiva, o que pode ser feito com a ajuda de uma assessoria jurídica de qualidade.

Quer implementar políticas para proteger a sua empresa da corrupção? Então, entre em contato conosco! Será um prazer ajudá-lo.

Imagens: Suborno, corrupção.

Pessoa assinando um contrato de partilha de bens

Como funciona a partilha de bens em uma sociedade empresarial

Expectativas distintas, entre os sócios podem acontecer, nestes casos é importante entender a partilha de bens empresarial.

Sempre que se dá início a uma sociedade, a estimativa é que dará tudo certo. No entanto, nem sempre é isto que acontece. Guiados por expectativas distintas, muitas vezes os sócios se veem tomando direções opostas.

Algumas vezes, é possível reverter esta situação. Já em outras, é preciso tomar decisões que acabam terminando a parceria e nesse momento costumam surgir muitas dúvidas.

A dissolução (total ou parcial) de uma sociedade deve seguir itens que estão previstos no Código Civil e nas leis que governem as sociedades empresariais. Assim sendo, é importante ficar atento ao perfil da organização para desfazer a sociedade da forma correta.

Pensando nisso, neste post, falaremos sobre como funciona a partilha de bens (ou apuração de haveres) em sociedade empresarial. Acompanhe!

Várias pessoas com as mãos uma em cima da outra
Expectativas distintas, entre os sócios podem acontecer.

O que deve ser feito em caso de dissolução parcial da sociedade empresarial?

Notificar os sócios sobre a saída

O direito de retirada é baseado no art. 1029 do Código Civil. O primeiro passo é comunicar aos outros sócios da sociedade, notificando-os sobre sua saída. Se a decisão for acertada por todos, uma alteração de contrato social com a saída voluntária do sócio que se retira é elaborada e assinada. Lembrando que a notificação deve ser averbada perante a Junta Comercial.

Apurar e liquidar as quotas do sócio retirante

Deverão ser apurados os haveres do sócio que deseja se retirar. Na falta de cláusulas específicas sobre a matéria, aplica-se a regra geral do Código Civil. Essa que determina a apuração dos haveres com base na situação patrimonial.

Como funciona a liquidação em caso de encerramento da empresa?

Após a ata da Assembleia, que determinou pela dissolução da sociedade, ser arquivada, terá início o processo administrativo de Liquidação dessa suposta sociedade. Sendo assim, podemos dizer que a Liquidação é um estado jurídico depois de verificada um dos motivos da Dissolução.

Após iniciada a etapa de Liquidação, essa sociedade deverá, obrigatoriamente, conter o termo “Em Liquidação” em sua razão social. Desta forma, a pessoa determinada como “Liquidante” passará a ser responsável pela sociedade. Já em liquidação, a Sociedade deverá realizar o seu ativo. Pagando todos os seus tributos e credores e também partilhar entre seus sócios os bens restantes. 

Da mesma maneira, a sociedade em liquidação deverá seguir todas as regras determinadas no art.1102 e os seguintes presentes no Código Civil. Publicando a ata que determinou pela dissolução da sociedade, bem como, a cada 6 meses, realizar Assembleia de sócios.

Quais os cuidados necessários para uma dissolução (parcial ou total)? 

O acordo de sócios é um competente instrumento empresarial para regulamentar situações de conflito em uma sociedade empresarial. Além disso, para alguns tipos societários, no caso de desacordo entre os sócios, existe a possibilidade de dissolução parcial da sociedade pelo direito de retirada em âmbito extrajudicial.

No caso de retirada, a apuração de haveres tem gerado algumas discussões. Então um contrato social bem redigido pode evitar problemas e discussões no futuro. Portanto, caso este desacordo ocasione a exclusão de um sócio de forma litigiosa, o custo para a sociedade pode ser muito alto. Dado que ações judiciais podem dificultar o funcionamento da organização.

Além disso, a possibilidade de exclusão extrajudicial de sócio deve estar prevista no contrato social. Portanto, ela só pode ocorrer se referido sócio agir de forma contrária aos interesses da sociedade. Assim sendo, estes cuidados devem ser tomados na realização da partilha de bens em sociedade empresarial.

Qual a importância de uma assessoria jurídica em casos como esse?

Na dissolução (total ou parcial) de uma sociedade empresarial, é muito importante contar com a ajuda de uma assessoria jurídica especializada. A fim de acompanhar a agilidade das alterações legais do seu mercado e evitar problemas de desenvolvimento e faturamento da empresa. Portanto, ao escolher um escritório, é importante considerar fatores como tamanho da sua empresa e tipo de cobrança do escritório.

Por fim, neste post, percebemos como é importante, na partilha de bens em sociedade empresarial, contar com o auxílio jurídico. Afinal, por meio da assessoria jurídica você consegue maiores orientações sobre como proceder em cada caso.

Enfim, agora que você sabe como funciona a partilha de bens em uma sociedade empresarial, entre em contato conosco e conheça os serviços que oferecemos!

Imagens: Contrato, parceria.

Mulher empresaria usando um calculadora em seu negócio de sucesso

Saiba quais são os 3 tributos que dão direito ao crédito fiscal

O crédito fiscal visa diminuir os valores gastos com o pagamento de alguns tributos

Na hora de calcular as finanças de sua empresa, é comum separar os valores que efetivamente serão gastos em pagamento de fornecedores, em despesas operacionais e o que será destinado ao pagamento de tributos.

No Brasil, a elevada carga tributária é um dos maiores desafios para o empreendedor. No entanto, o que muitos não sabem é que esses gastos podem ser amenizados com o crédito fiscal. Mas o que é isso? Será que sua empresa tem direito ao crédito fiscal? 

Neste post vamos falar tudo o que você precisa saber acerca desse incentivo. Confira!

O que é crédito fiscal

Em suma, o crédito fiscal é concedido às empresas para reduzir os impactos da alta carga tributária do país. Ele visa diminuir os valores gastos com o pagamento dos tributos referentes ao faturamento e/ou à saída de mercadorias.

No entanto, não são todas empresas que podem receber esse benefício. É necessário preencher alguns requisitos estabelecidos pela legislação tributária. As optantes pelo SIMPLES, por exemplo, não podem usufruir do crédito fiscal.

Assim, esse incentivo é restrito às organizações que aderem ao regime tributário do Lucro Real ou do Lucro Presumido. Além disso, nem todos os tributos dão direito ao crédito fiscal. 

Mulher empresária em frente aos seus funcionários
A elevada carga tributária é um dos maiores desafios para o empreendedor.

Tributos que dão direito ao crédito fiscal

Confira abaixo quais são os tributos contemplados e quais são os tipo de empresa que têm direito a esse benefício.

1. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

O IPI é um imposto devido pelas companhias que produzem e/ou importam produtos industrializados. Assim sendo, ele tem como fato gerador a saída do produto do estabelecimento ou o desembaraço aduaneiro, nos casos de produtos de procedência estrangeira. Seu valor é calculado sobre o preço de venda e suas alíquotas estão previstas na tabela TIPI, disponibilizada no site da Receita Federal.

Portanto, por ser um imposto que incide sobre produtos industrializados, somente as empresas que produzem ou importam esses tipos de bens têm direito ao crédito fiscal decorrente do IPI.

2. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS)

O ICMS é o imposto que tem como fato gerador a circulação de mercadorias. Então, por ser um tributo estadual, suas regras podem variar de uma unidade da federação para outra.

Organizações que realizam atividades industriais ou equiparadas podem se beneficiar do crédito fiscal no ICMS. No entanto, as empresas de transporte têm ainda opções extras e podem conseguir o referido incentivo com a compra de quaisquer materiais para a operação, como combustíveis e outros insumos.

3. Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento de Seguridade (COFINS)

O PIS e a COFINS são tributos federais, destinados ao custeio da seguridade social (assistência social, previdência e saúde) e têm como base de cálculo as receitas do estabelecimento.No caso desses dois tributos, qualquer empresa pode obter o crédito fiscal, independentemente da atividade econômica que exerça, desde que utilize o regime de Lucro Real para o recolhimento de tributos.

No caso desses dois tributos, qualquer empresa pode obter o crédito fiscal, independentemente da atividade econômica que exerça, desde que utilize o regime de Lucro Real para o recolhimento de tributos.

Como você viu, apesar de a carga tributária no Brasil ser uma das mais elevadas do mundo, é possível utilizar de meios legais para pagar menos impostos. Nesse cenário, o crédito fiscal é um aliado dos empreendedores e pode ser utilizado para reduzir o impacto da tributação no faturamento de seu negócio.

E a sua empresa? Já se beneficiou com créditos fiscais? Deixe um comentário no post e conte para a gente a sua experiência.

Imagens: Calculadora, empresaria.

Empresário com as mãos na cabeça

Rescisão indireta: o que é e quando é possível ‘demitir’ o empregador?

Para evitar que sua empresa seja “demitida”, basta cumprir com as obrigações assumidas

Você sabia que quando o empregador descumpre obrigações decorrentes do contrato de trabalho, o colaborador tem direito de requerer o rompimento do vínculo empregatício e receber todas as verbas rescisórias?

É a chamada rescisão indireta, tema pouco conhecido, mas de extrema importância nas relações entre empregadores e funcionários.

Por isso, preparamos este artigo com tudo que você precisa saber sobre a chamada demissão do empregador. Confira!

O que é rescisão indireta?

A denominação despedida indireta é decorrente do fato de a empresa não demitir diretamente o colaborador. Mas agir de modo a tornar a prestação de serviços intolerável para ele.

É uma modalidade de rescisão contratual que ocorre por iniciativa do empregado em razão do cometimento de falta grave pelo empregador. Portanto é por desrespeito às obrigações assumidas no contrato de trabalho ou às demais normas trabalhistas.

Nesses casos, cabe ao empregado ajuizar reclamação trabalhista, requerendo o reconhecimento da rescisão indireta.

Caso essa seja reconhecida, o colaborador terá direito ao recebimento de todas as verbas rescisórias, inclusive indenização de 40% sobre o valor do FGTS, como se tivesse sido demitido injustificadamente. Por isso, é importante saber quando ela pode ocorrer e como evitá-la. Vejamos!

Quando ela pode ocorrer?

O empregador pode ser “demitido” quando cometer falta grave em desfavor do colaborador. Para que a rescisão seja reconhecida pela Justiça, é necessário que se configure uma das hipóteses previstas no artigo 483 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Segundo o texto, elas ocorrem quando:

  • forem exigidos do empregado serviços superiores às suas forças ou à sua habilitação profissional, defesos por lei, contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato de trabalho. Exemplos: realizar tarefas incompatíveis com a sua função, trabalhar sem os equipamentos necessários etc;
  • o trabalhador for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo, brutalidade e descortesia. Exemplos: perseguição ou implicância desmotivada;
  • o colaborador correr perigo manifesto de mal considerável. Em regra, em razão da não adoção das medidas de segurança do trabalho pelo empregador. Exemplo: obrigar o funcionário a laborar sem os equipamentos de segurança necessários ao exercício de sua função;
  • o empregador descumprir as obrigações contratuais, sejam elas convencionadas no contrato individual de trabalho ou decorrentes de outras normas trabalhista. Exemplos: atrasos frequentes no pagamento do salário (incluindo o 13º salário, horas extras e adicionais de periculosidade e insalubridade) e demais verbas remuneratórias (vale alimentação, transporte etc), recolhimento irregular do FGTS, não observância do descanso semanal remunerado, jornada e local de trabalho;
  • o empregador ou seus prepostos praticarem ato lesivo à honra ou a boa fama do trabalhador ou de pessoas de sua família. Exemplos: crimes de injúria, calúnia ou difamação, dentro ou fora da empresa;
  • o colaborador for ofendido fisicamente pelo empregador ou por seus prepostos, independentemente da ocorrência de ferimentos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;
  • o empregador reduzir o trabalho do colaborador. Seja ele por peça ou tarefa, de forma a afetar significativamente a importância dos salários.
Pessoa assinando um documento
O colaborador terá direito ao recebimento de todas as verbas rescisórias.

Como evitar a “demissão da empresa”?

Enfim, agora que você já sabe que o trabalhador pode “demitir” o empregador e receber todas as verbas indenizatórias previstas em lei. Como se tivesse sido desligado sem justa causa, fica mais fácil evitar essa situação.

Por fim, como você viu, a rescisão indireta pode ocorrer nas hipóteses em que a empresa descumpre o contrato de trabalho ou as demais normas trabalhistas. Submetendo o empregado a situações em que a continuidade da prestação de serviço torna-se insuportável para ele.

Assim, para evitar que sua empresa seja “demitida”, basta cumprir com as obrigações. Essas assumidas com o colaborador e as estabelecidas pelas normas vigentes.

Evitar atrasos nos pagamentos das verbas salariais e demais remunerações, recolher devidamente o FGTS. Respeitar o horário e local de trabalho estabelecido no contrato e, claro, tratar o empregado de forma educada e cordial. São medidas que podem e devem ser adotadas para evitar a demissão indireta e custos dela decorrentes.

Aproveitando o interesse neste assunto, que tal aprender mais sobre a rescisão de contrato de trabalho?

Imagens: Empregador, assinando.

Pessoas fechando um negócio.

Confira as 5 principais funções de um sócio dentro da empresa

Você sabe quais são as funções de um sócio dentro de uma empresa?

É comum que no dia a dia surjam dúvidas acerca das atividades a serem desempenhadas por cada integrante da sociedade empresarial, pois saiba que muitas delas são definidas em lei.

É importante saber que todas as empresas regulares possuem dois tipos de participação societária: o cotista e o administrador.  Entendê-las é fundamental para definir como será a participação de cada sócio e evitar conflitos posteriores na gerência do negócio, seja ele de pequeno, médio ou grande porte.

Sendo assim, separamos este artigo para você, com as principais tarefas desempenhadas por cada participante da sociedade empresarial. Confira!

Tipos de sócios: cotista e administrador

Antes de entender quais são as tarefas desempenhadas por um sócio, você precisa saber a diferença entre cada participação societária.

O sócio-cotista não possui nenhum envolvimento na condução/gerência da empresa, nem tampouco responsabilidade por eventuais prejuízos. No entanto, possui direito à participação nos lucros, uma vez que contribuiu para a integralização do Capital Social.

Já o sócio-administrador ou sócio-diretor é o responsável por desempenhar todas as atividades administrativas e gerenciais da sociedade.

Pessoas reunidas discutindo algum trabalho.
Todo sócio-administrador deve conhecer o mercado no qual a empresa atua.

Principais funções de um sócio

Agora que você entendeu as diferenças entre os tipos sócios, vejamos quais são as principais atividades gerenciais desenvolvidas pelo administrativo/diretor.

1. Conhecer o mercado

Todo sócio-administrador deve conhecer o mercado no qual a empresa atua, pois isso possibilitará o desenvolvimento de melhores planos negociais e estratégias, que os diferenciarão de seus concorrentes e, certamente, propiciará a conquista de novos clientes.

2. Construir estratégias negóciais

Uma das principais funções de um sócio-diretor é construir o planejamento estratégico da empresa, definindo os objetivos e metas do negócio, bem como os meios que serão utilizados para alcançá-los. Além disso, fica sob seu encargo a supervisão de sua equipe, o monitoramento da execução dos projetos e o acompanhamento dos resultados.

3. Gerenciar a mão de obra qualificada

O responsável pelo gerenciamento da empresa deve trabalhar alinhado com o setor de Recursos Humanos, apoiando o desenvolvimento de métodos que possibilitem o recrutamento dos profissionais adequados para cada cargo.

Assim, para fazer as melhores contratações, precisará considerar as necessidades da função, os conhecimentos, habilidades e experiências de cada candidato.

4. Controlar a utilização de recursos

O sócio-administrador tem a incumbência de controlar o uso de todos os recursos da empresa (dinheiro, mão de obra, consumo de energia, utilização dos materiais, equipamentos, energia etc.). Ainda, deve exercer o controle de modo a diminuir os desperdícios e maximizar o aproveitamento, reduzindo os custos de forma eficiente e otimizando a produção.

5. Gerenciar e analisar relatórios.

A construção e análise de relatórios é um dos encargos do sócio-diretor. Com isso, ele consegue averiguar os resultados, descobrir eventuais problemas e possibilidades de melhoria.

Em suma, essas são principais tarefas desempenhadas pelo administrador. Lembre-se que o sucesso no desempenho das funções de um sócio está atrelado a muito esforço e trabalho, visto que o diretor é o responsável pela gestão da empresa.

Agora que você já sabe diferenciar cada posto, entenda também como funciona a dissolução de sociedade empresarial.

Imagens: Empresáriossócios.

governança corporativa

Como implantar governança corporativa em sua empresa

A governança corporativa visa a aperfeiçoar os processos de gestão estratégica

O mercado econômico atual exige dos empreendedores um bom planejamento e uma gestão adequada dos negócios. Para que tudo saia conforme o esperado, devem ser analisados os modos de como implantar governança corporativa de uma maneira bem estruturada.

A administração de uma empresa precisa adotar medidas de gestão e de eficiência para que consiga alcançar bons resultados e trilhar o seu sucesso. Aliada a essas medidas, a governança corporativa protege o negócio e atua contribuindo para a continuidade da empresa, pois foca na visão de gestão.

Neste artigo, apresentaremos como implantar governança corporativa na prática, além de mostrarmos também as suas principais características. Continue a leitura!

O que é governança corporativa?

Em suma, a governança corporativa é o complexo de procedimentos, políticas de gestão e normas legais que constroem a maneira como as empresas são administradas, monitoradas e incentivadas. Ela visa a aperfeiçoar os processos de gestão estratégica e a facilitar as tomadas de decisão.

As boas práticas favorecem a relação entre as partes que possuem interesse naquele negócio, favorecendo a comunicação e a segurança entre colaboradores, sócios, diretores, seus respectivos órgãos de fiscalização e outras partes interessadas.

Quais são os benefícios da governança corporativa?

Veremos, a seguir, os principais benefícios da adoção de medidas de governança corporativa em uma empresa.

Proporciona mais visibilidade de mercado

A governança corporativa garante maior transparência e segurança no momento da tomada de decisões. Isso aumenta as chances de visibilidade e de a empresa ser bem vista pelo mercado.

Aumenta a facilidade para captar recursos

Como resultado as empresas que adotam medidas eficazes de administração têm probabilidade de riscos menores e aumento das chances de lucros. Conseguem obter mais sucesso nas suas operações, são mais valorizadas e têm mais facilidades para captar investimentos. Esse destinados ao desenvolvimento de seus negócios, um processo contínuo de criação de valor.

Facilita a prevenção de problemas

As medidas de governança corporativa ajudam a evitar e prevenir problemas. Como abuso de poder advindo das partes e interesses conflitantes. Além disso, as chances de ocorrerem erros estratégicos oriundos dos gestores diminuem.

Como implantar governança corporativa na empresa?

Vamos apresentar algumas maneiras para adotá-la em sua empresa.

Faça a implementação em etapas

Primeiramente, você não deve fazer tudo de uma vez. Por isso comece dando pequenos passos. Faça um plano organizando as prioridades e, a partir daí, defina os pontos de maior valor a serem implementados.

O mercado empresarial exige um prazo para adaptação às mudanças para que elas não acarretem estranheza e divergências.

Defina uma hierarquia

A hierarquia garante a organização. Por meio dela, cada tarefa é delegada a um colaborador específico e faz com que os funcionários saibam a quem se reportar — sua liderança direta.

Além disso essa prática possibilita o melhor desempenho das equipes e permite que cada cargo tenha o seu grau de responsabilidade definido e alinhado com os objetivos do negócio.

Pessoas sentadas em uma mesa escutando sua chefe falar
O conselho consultivo é um órgão de decisão colegiada com 3 a 5 pessoas.

Tenha um conselho consultivo

Ter o auxílio de um mentor por meio do conselho consultivo é essencial para o sucesso e evolução do empreendimento.

O conselho consultivo é um órgão de decisão colegiada com 3 a 5 pessoas que controlam as decisões da diretoria executiva. São profissionais especializados com maior orientação prática e experiência, e têm a função de resolver desafios e pensar em estratégias eficientes para a tomada de decisões.

Faça um bom acompanhamento e registre tudo

Marcar reuniões frequentes para fiscalizar e acompanhar o desenvolvimento e o progresso do negócio é uma prática da governança corporativa. Nesses encontros, são discutidos novos projetos, planos de ação e novas diretrizes conforme as metas da empresa.

Por fim, outro ponto essencial deve ser fazer o registro das reuniões, documentando todos os dados e informações necessários. Isso garante a segurança jurídica, ajuda a angariar recursos financeiros e auxilia na prestação de contas junto ao Conselho Administrativo.

Enfim, essas são as principais características de como implantar governança corporativa na prática, para que o negócio cresça de forma saudável e sustentável. Contudo, esse procedimento não é tão fácil, por isso considere contratar a consultoria jurídica de especialistas no assunto.

Você quer saber como implantar governança corporativa na sua empresa? Entre em contato conosco para que possamos ajudá-lo!

Dois empresários negros falando sobre a abertura de empresa.

Por que contratar uma assessoria para abertura de empresa?

A assessoria para abertura de empresa é um serviço que pode ser essencial para os sócios. Afinal, esse procedimento é bem burocrático e envolve várias decisões que afetarão o futuro do negócio, vinculando direitos e obrigações.

Por isso, contar com o apoio de quem tem experiência na área e conhece todos os trâmites é fundamental. Assim, é possível ter segurança e tranquilidade nesse momento, sabendo que todas as alternativas serão avaliadas.

Neste texto mostraremos alguns motivos para contratar uma assessoria para abertura de empresa. Confira!

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